Afinal, é importante se vestir de acordo com o tipo físico?

A gente, desde sempre está atrás da nossa melhor forma, melhor aparência.

Para as mulheres, muito mais que para os homens, estar no nosso melhor, ou como está na moda dizer: “na nossa melhor versão”, é meta desde a adolescência.

No Brasil ainda temos uma preocupação maior com o físico e não só com a aparência em geral. O que faz com que as mulheres se sintam mais inseguras com a escolha das roupas.

Penso que isso é cultural. Se voltarmos nossos olhares para as parisienses, por exemplo, veremos que elas são mais compassivas com sua autoimagem, elas sabem qual a sua “morphologie” (tipo físico) e sabem aceitá-los como são, “trés mince” (bem fina) ou “pulpeuse” (com boas curvas).

Mas também vemos que são mulheres com um olhar diferente para a moda e suas tendências. Usam somente o que querem, das tendências levam para o armário apenas o que está dentro do seu estilo pessoal e por isso passam uma imagem mais consistente e seu estilo se tornou referência para mulheres do mundo inteiro.

Por isso tudo, são mais autoconfiantes e tem esse ”je ne sais quoi” parisiense.

Esse final de semana, estava em um bate papo gostoso com duas amigas, e não sei se porque eu trabalho com Imagem ou porque nessas conversas de “mademoiselles” sempre surgem assuntos sobre moda e beleza... começamos a conversar sobre o que é certo e errado usar de acordo com o tipo físico de cada uma.

Como eu disse, nós brasileiras somos ligadas nisso, e queremos saber se estamos usando o que mais nos valoriza.

Dentro do universo da consultoria de imagem e estilo, existe quem considera que podemos usar de tudo, independente do corpo que se tem, e existe uma outra parte que acredita que existe certo e errado para cada escolha no guarda-roupa, fora aqueles: “toda mulher tem que ter” ou “a cor que você DEVE usar nesse inverno é ...” que eu não suporto.

Eu não acredito em certo ou errado. Acredito que, depois de passar por uma consultoria de imagem ou por ter tido uma experiência legal de autoconhecimento, quando se tem o estilo pessoal afinado, uma mulher consegue vestir o que quiser, tem mais autoconfiança em fazer suas escolhas e a gente costuma dizer que essa mulher “segura o look”.

Mas existem outras mulheres que buscam na verdade adequação e beleza. Se para elas o importante é se sentirem seguras com o próprio corpo e saber que estão usando as peças que o valoriza, criar uma harmonia visual nos looks é muito importante, e eu não vejo nada de errado nisso.

E voltando às parisienses, eu até acredito que essa autoconfiança delas, pode ser fruto de gerações de mulheres que sempre se preocuparam com o que estava na moda ou com o que deveriam usar, já que a consultoria de imagem foi desenvolvida na França no século XVI.

As francesas cresceram em meio a muitas informações, e esses conselhos e informações foram incorporados com naturalidade em suas vidas de tal forma que, nos dias de hoje, a impressão que temos é de que não se esforçam para serem assim. Já reparou como até os seus penteados são feitos de um jeito que pareça que nada fizeram? Na realidade usam várias pastas e os cortes de cabelo são feitos de modo a conseguir tal efeito.

Isso é exatamente o que querem que pensemos delas, que esse estilo todo é alcançado sem qualquer esforço. Elas sabem o que querem comunicar e também sabem muito bem como comunicar isso.

Cada cultura com suas peculiaridades e cada mulher com suas necessidades.

Algumas buscam uma imagem que passe mais credibilidade para se destacarem e crescerem no meio profissional. Outras querem alcançar objetivos na vida pessoal. Umas querem transmitir elegância, outras, acessibilidade. Umas querem uma nova imagem depois de um divórcio ou para a transição de carreira.

Enfim, cada uma com suas metas e se a sua é se vestir de acordo com o seu tipo físico, pois valorizá-lo é um valor para você, faça isso! Não consigo enxergar nenhum problema nisso desde que seja SEU objetivo, e não do resto do mundo.

Na realidade eu penso que o mais importante na vida é sermos conscientes e intencionais em tudo o que fazemos, e na escolha do que vestir também.

Por isso sugiro que antes de escolher o que vai vestir, pense nas sensações que você quer imprimir nas pessoas a sua volta, pois nossas roupas contam uma história e não existe roupa que nada comunique.

É preciso parar para se conhecer e reconhecer seus reais objetivos de comunicação.

Como dizia Carl Jung :

"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta."

 

Finalizando, não existe certo ou errado desde que seja seu estilo, hoje em dia não é a roupa que se veste, mas o jeito que você veste essa roupa que vale.

Agora, falando de comunicação visual, existem acertos e erros de comunicação. A falta de coerência e alinhamento entre o que escolhemos para vestir e o que queremos comunicar, gera um ruído na nossa imagem que pode nos fazer não alcançar nossos objetivos de vida, tanto no campo profissional quanto pessoal.

Portanto, na hora de escolher o que vestir é bacana saber o que fica bem no nosso corpo, no entanto, saber que você está comunicando aquilo que você quer é melhor ainda!

Como resultado temos mais autoconfiança para nos posicionarmos com mais segurança, enfrentar essa vida que não é mole e ainda por cima temos a garantia de que vamos conquistar, com mais facilidade, nossos objetivos.

Boa reflexão e escolhas mais intencionais daqui para frente!

 

Beijos

 

Susan

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